Pequi é cultura, meu Goiás

Faz tempo que a área cultura carece de uma política que o Estado merece

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter

Pequi é comigo mesmo.

Gosto demais. Aliás, como dizem lá na minha terra, gostar mesmo eu gosto é da minha mãe, de pequi, vish!!

Essa história de uma cidade mineira ser a capital do pequi não sei tem cabimento, todos sabem, mas a discussão é boa.

Goiás valoriza sua coisas? Olha que falei coisas porque é mais abrangente. Poderia ter dito cultura.

Pequi é cultura? Pequi é a gente. Coisa que somos, ainda que nem todos gostem. Dois dos meus filhos não gostam (conste: o terceiro ama).

Pequi tem a ver com cultura, identidade, com literatura, música, com tudo quanto há. E nem falo só do caroço. As árvores tortas, a casca ranhenta, a personalidade que se impõe. Isso nos representa.

E não ter colocado ainda o pequi no palco também é muito nossa cara. Gostamos de falar bem da gente, mas na prática falamos igual ou mais, o que temos de ruim.

Não valorizamos quem e o que somos na proporção que merecemos. Temos um orgulho danado de falar que somos goianos, só que esse orgulho muitas vezes está mais para a acepção mais negativa da palavra.

Tomar nosso protagonismo como pátria do pequi é como mexer em caixa de marimbondo. Mexeu com um, mexeu com todos. Mas até onde vamos com isso? Até o orgulho ferido ou o orgulho valorizado?

Há tempos não temos valorização da cultura como merecemos em Goiás. Vivemos de cultura de evento. Com o vento (trocadilho inevitável), nossa essência passa batido, só se sobressai o fato noticiado e, logo, esquecido.

Ir fundo no que somos, no que fazemos, no que produzimos na música, na literatura, no teatro, na pintura, no cinema, ir fundo aí e mais, que é bom, nenhum governo vai.

Por isso somos o Estado da música sertaneja mas ficamos entre nos orgulhar e renegar o sertanejo. Por isso temos tantos outros talentos e nem nos damos conta, a não ser quando ganham palco nacional.

De lá para cá, valorizamos; de cá para lá, só quando o reconhecimento também vem de fora. Coisa mais sem noção, né não?!

Goiás do pequi está ameaçado faz tempo, e a culpa não é de Minas Gerais ou Tocantins, que reivindicam o reino – inté porque, se num tem trem mió que ser goiano da gema, Minas, Tocantins, é tudo daquipracolá.

Mais vale um prato de pequi com caldo e a nossa cultura conhecida, valorizada e divulgada do que um gosto contrariado.

Recentes

Pequi é cultura, meu Goiás

Faz tempo que a área cultura carece de uma política que o Estado merece Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter Pequi é comigo

Assine a newsletter

Leia também

A responsabilidade é de todos os líderes políticos

Governador mostra disposição para o diálogo com legendas, mas nem todos aceitam seus termos Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter Os prefeitos estão entre a cruz e a espada. No recrudescimento da pandemia, ou priorizam o bem público ou o bem pessoal. Pensando bem, cruz e espada traduzem

Continue lendo »

Caiado visita Iris e reforça torcida para união em 2022

Governador e emedebistas seguem conversando, alimentando especulação de chapa conjunta Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter Por muito tempo, uma das críticas mais frequentes a Ronaldo Caiado era a de que não tinha jogo de cintura para alianças. A aposta, então, era de que nunca chegaria ao Senado

Continue lendo »

O fracasso da oposição em Goiás e no Brasil

Governador mostra disposição para o diálogo com legendas, mas nem todos aceitam seus termos Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem oposição. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) não tem oposição. Em Goiânia, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos)

Continue lendo »

Bolsonaro e o nó social

Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter O presidente Jair Bolsonaro negociou com o Centrão, garantiu a eleição do representante do grupo a presidente do Legislativo, e assim provavelmente assegurou, entre outras coisas, que o impeachment não ter fôlego. A petista Dilma Rousseff, então na Presidência da República, negou-se

Continue lendo »

Leia também

Bolsonaro e o nó social

Share on facebook Facebook Share on twitter Twitter O presidente Jair Bolsonaro negociou com o Centrão, garantiu a eleição do representante do grupo a presidente

leia mais »