domingo, julho 3, 2022
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Jayme Rincón diz ter sido vítima de armação política em Operação Cash Delivery

Suspensão pelo STF beneficia também o ex-governador Marconi Perillo. Operação caminha para arquivamento definitivo

Nesta terça-feira (02), em coletiva de imprensa realizada em Goiânia, os advogados Romero Ferraz Filho e Cristiano Zanin Martins detalharam a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que extingue toda a operação Cash Delivery. Iniciada em 2018, ela tinha como alvos o ex-governador Marconi Perillo e o ex-presidente da Agetop, Jayme Eduardo Rincón, que participou da coletiva no Metropolitam Mall, no Jardim Goiás.

Na tarde de quinta-feira, 28 de abril, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acatou o pedido de Habeas Corpus dos advogados em sua decisão, que beneficia também o ex-governador Marconi Perillo. A tese apresentada pela defesa alega que houve manipulação dolosa de competência desde o princípio da ação, ainda no Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando este acatou parecer do Ministério Público Federal (MPF), desmembrando o processo em duas vertentes.

Em sua apresentação, Zanin fez analogia da operação Cash Delivery com a metodologia adotada na Operação Lava Jato de Curitiba. “Houve manipulação de competência, linchamento público dos acusados, Trial by Media, ou seja, acusações feitas no âmbito da mídia, delações sob encomenda, tivemos atos processuais sincronizados com o calendário eleitoral, tivemos comemoração da prisão ilegal de adversários e a perseguições de alvos pré-definidos”.

Após ter sentença anulada pelo STF, Jayme Rincón diz ter sido “vítima da maior armação política do estado de Goiás” e não poupou críticas aos promotores do processo. “Eu respeito profundamente o Ministério Público, mas desprezo profundamente os promotores que usam o Ministério Público para perseguir, coagir e denunciar sem provas”, disparou.

Indignado, Rincón relembrou a prisão de seu filho, o engenheiro Rodrigo Rincón, preso em uma das etapas da operação. “O meu maior desprezo é pelos promotores canalhas que prenderam meu filho. Meu filho trabalhava fora de Goiás há mais de quatro anos. Ele nunca ocupou cargo público, nunca participou de campanha. Prenderam meu filho para me chantagear e me humilhar”.

Visivelmente aliviado, Rincón comemorou a conquista. “A justiça tarda mas não falha. Só eu sei a dor que eu e minha família passamos em virtude do que fizeram conosco. Eu fui usado como ‘bode expiatório’ para que determinadas pessoas inescrupulosas atingissem seus objetivos políticos e partidários usando uma instituição do estado” afirmou.

Sara Cristina
Sara Cristina
Jornalista, formada pela PUC-GO, viajante e apaixonada pela arte de comunicar.

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