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Pesos e medidas da campanha para o governo de Goiás

Caiado é governador, mas ainda não ganhou a reeleição. Gustavo e Marconi estão atrás, mas não estão fora do jogo.

Tem muita gente dando como certa a reeleição do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), mas ele mesmo não se comporta assim. Está a toda, nos bastidores, tentando ciscar para dentro.

Do lado de Gustavo Mendanha (Patriota), o entusiasmo é escancarado: se brincar, ele ganha no primeiro turno. Gustavo passa otimismo, com ar de quem não tem dúvida na vitória.

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que todos dão como fora do jogo, joga pra ganhar. No ataque. Wolmir Amado (PT) ainda está no esquenta.

Na prática, Caiado tem um governo que prega e outro que é sentido pela população. O que estará em pauta na eleição é o que os goianos estão sentindo na pele. E que comparam com outros, anteriores, como os de Marconi, por exemplo.

E vem a questão: o desgaste do tucano se reflete na percepção de suas gestões? Resposta para as pesquisas qualis. E saber isso importa, tem peso. Porque tudo virá à tona pelas mãos dos marqueteiros: o bom e o ruim de cada lado.

Gustavo caminha na linha de uma terceira-via, mas sem ser. Porque a polarização em Goiás, faz tempo, é entre ele e Caiado, porque Caiado provocou isso com o fogo cerrado que lhe dedicou principalmente no ano passado.

(Fez o mesmo contra Marconi, vale lembrar. Coincidentemente, foi neste momento em que Caiado o provocava que Marconi ressurgiu no jogo, no contra-ataque.)

Em tese, o governador tem a seu favor, além da máquina do poder com cargos à vontade (Detran que o diga), o MDB. Em tese, porque na prática essa ainda é uma união incerta e não sabida. O MDB está inteiro com Caiado? Vai pra rua com entusiasmo?

Sem o MDB, seu partido de origem, Gustavo é uma interrogação em campanha: terá ao seu lado outros partidos? Mas é também uma exclamação: mesmo sem grupo de partidos ao seu lado, está em campo com a força de um segundo colocado com fôlego pra crescer no jogo.

Gustavo vive a expectativa de composição com o Republicanos, o que, se ocorrer, poderá ser seu maior feito, com poder de atração de outras legendas. Isso significa mais recursos e mais tempo de TV. A disputa com Caiado pelo Republicanos é, por sinal, o primeiro embate direto entre eles. Quem ganha?

Marconi é o que menos tem a perder nessa eleição. Já ganhou relevância na disputa, o que até meses atrás não tinha. Pode ainda melhorar sua imagem e se credenciar para outras eleições. E pode, quem sabe, de repente se tornar competitivo ainda em 2022. Quem sabe? Marconi pode também ser candidato a senador.

Caiado é governador, mas ainda não ganhou a reeleição. Gustavo e Marconi estão atrás, mas não estão fora do jogo. Até as convenções a campanha será pela composição dos exércitos. Só depois teremos embate e combate fatal.

Na composição dos exércitos, o mais incrível é que Caiado – com a máquina do governo e o MDB do seu lado, mais a Assembleia dizendo amém, com seu presidente, Lissauer Vieira, querendo um lugar na chapa – não esteja com o resultado garantido.

Em outros tempos, não haveria chance pra ninguém. O fato de Gustavo meter medo e Marconi incomodar aponta o seguinte: quem tem castelo de areia, sabe o poder da ventania.

Vassil Oliveira
Vassil Oliveira
Jornalista, ex-secretário de Comunicação de Goiânia e presidente da Agência Brasil Central (ABC), consultor. Autor de ‘Eleição do Início ao Fim’, sobre campanha, com foco na disputa de 2006 para o governo de Goiás.

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