domingo, julho 3, 2022
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Viaduto da Jamel Cecílio é obra para Goiânia do futuro

Estive na entrega do complemento do Viaduto da Av. Jamel Cecílio na manhã desta sexta-feira, 13, pela Prefeitura de Goiânia. Estive também na inauguração, em outra manhã, dia 22 de dezembro, uma terça-feira, aniversário do então prefeito Iris Rezende. Um momento de grande alegria para todos, de celebração deste que é o prefeito que mais está presente em todos os cantos de Goiânia. Que é sinônimo de Goiânia.

Iris já tinha anunciado a sua aposentadoria política, marcada para começar no fim da gestão, nove dias depois. Nas semanas que antecederam a inauguração, Iris fez inúmeras visitas à obra. Na prática, era uma estratégia para pressionar a empresa contratada para entregar a obra. A pergunta que fazia ao empreiteiro era recorrente: “Será que vou inaugurar essa obra antes de deixar a prefeitura.”

Entregou. Ele via no complexo uma solução para o presente e o futuro de Goiânia. O nome dado, Leandro, foi uma homenagem ao cantor que fazia dupla com Leonardo e morreu em 1998. Os dois tinham muita afinidade. Iris se referia a ele com carinho, foi seu padrinho de casamento. Além disso, Iris queria deixar como legado mais essa realização marcante para a cidade e que, ele não dizia mas todos consideravam, ia se tornar emblemática na sua e na história da capital. Fato.

Não há como não lembrar de Iris quando passamos pelo viaduto e, agora, pela Marginal Botafogo e, um pouco mais acima, pelas “tesourinhas” que facilitam a circulação no encontro de avenidas estratégicas para a cidade. Não há como não lembrar de sua imagem no alto do viaduto, contemplando ancorado a partir de mais um ponto que ele fez existir por obra e graça de sua inegável habilidade como gestor e líder visionário.

Ouvi lá um diálogo que destoou com o momento, me o tocou na hora, mas que depois fez sentido pra mim pelo seu significado. “Mas foi difícil (terminar a obra), tava tudo errado na documentação.” Bom, errado não estava, isso era evidente. A obra estava quase pronta, quando inaugurada por Iris. O que faltava era a complementação, que já estava em andamento no fim do ano, na troca de governo.

Enfim, trata-se de outra coisa. Porque toda administração herda coisas boas e coisas nem tanto, das anteriores. E há que se levar em conta outra coisa: quem assume uma pasta, ou a administração inteira, não pensa igual ao anterior, e daí o que estava bom antes pode ser taxada por ruim depois. Ou antes: pode ser carimbada como errada por razões políticas, de interesse político do sucessor, para estabelecer diferenças e favorecer uma narrativa.

Tem um amigo que resume situações assim com estas palavras: “Isso é justificativa de incompetente.” Não acredito nisso. Há várias outras obras que Iris deixou bem encaminhadas e que a gestão atual em Goiânia tá tocando. Isso é positivo, porque obra parada é prejuízo para a cidade. Os ajustes, sejam de que ordem forem, são naturais. E, convenhamos, a população só quer saber de uma coisa: a obra pronta, o benefício como realidade.

O atual prefeito, Rogério Cruz (Republicanos), herdou de Iris a gestão mas, antes, herdou de Maguito Vilela o mandato. E está indo em frente, sem ficar olhando para traz. Isso é positivo. E certamente entende que sua aprovação estará mais na conclusão do que está em andamento do que na paralisação. Regra básica de comunicação, de política, de respeito à população. Iris tem seu lugar garantido na história de Goiânia. Tem lugar certo no coração dos goianienses – e goianos, diga-se. Quem quer entrar para a história com méritos, que lute. Simples assim.

Vassil Oliveira
Vassil Oliveira
Jornalista, ex-secretário de Comunicação de Goiânia e presidente da Agência Brasil Central (ABC), consultor. Autor de ‘Eleição do Início ao Fim’, sobre campanha, com foco na disputa de 2006 para o governo de Goiás.

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