Como entender o amor de mãe!… Parabéns, mamães!…

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Quando menino, eu não concordava com as frequentes correções que minha saudosa mãe me aplicava, no dia a dia. Achava aquilo um exagero, uma injustiça. E reclamava. Respondia. Aí tomava outra surra, de chinelo no bumbum. A única coisa que podia fazer era chorar e obedecer, mais nada. Ela profetizava: “É pro seu bem, meu filho. Quando você crescer, casar e tiver filho, vai dar valor na educação que eu tou te dando!”.

Dito e feito. Profecia de mãe. Só mais tarde entendi que dos poucos pecados que comete uma mãe o mais grave é o de deixar de educar o filho. Não se pode deixá-lo crescer fazendo o que bem entende, achando que é dono do mundo. Pior do que isso é passar a mão na sua cabeça e dizer que o “coitadinho” não tem culpa de nada, não fez nada demais, mesmo diante dos seguidos atos infracionais que pratica. Corre-se o risco de, quando crescer, ser educado pelo mundo e pela polícia.

Éramos sete irmãos, todos pequenos. Eu me lembro de que na hora de ir pra cama, minha mãe não nos deixava deitar sem antes rezar a oração: “Com Deus eu me deito, com Deus eu me levanto; com a Graça de Deus e o Espírito Santo”.

Mãe não deixa o filho sozinho, se por indesejável sorte lhe ataca a febre ou outro mal qualquer; não deixa de levantar à noite para cobri-lo, em tempo de frio; não se cansa de esperá-lo, quando está distante; jamais deixa de amá-lo, mesmo sendo ele mau; nada mais deseja na vida senão reencontrá-lo, perdoá-lo, abraçá-lo, porque o amor de mãe não tem fronteira, não tem preconceito, não tem limite e não tem idade. O amor de mãe é todo ele revestido de misericórdia. O amor de mãe é algo que está sempre acima de qualquer situação difícil ou condição dolorosa em que o filho se encontre.

Mãe é um ser humano de qualificação tão elevada e respeitosa que até os mais frios e calculistas praticantes de atos infracionais ou criminosos da mais alta periculosidade se postam em reverência, quando a mãe lhes chama a atenção.

Sabe-se que a maternidade fez parte do projeto de Deus para a criação da humanidade. Era vontade divina não somente criar a figura humana como também dar ao homem uma companheira, a fim de que, juntos, povoassem a terra. “Sede fecundos, disse-lhes, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gen 9,1). E tudo se realizou por vontade e graça do Pai. Mas como isso teria sido possível sem a intervenção e a participação efetiva da mulher, companheira e mãe? Tanto que para a vinda do Salvador, o Pai Eterno escolheu e chamou uma mulher, para ser a mãe: a Mãe do Filho de Deus.

Mãe é uma figura muito parecida com Maria, a Mãe de Jesus, que também teve o filho para cuidar. Passou pela experiência de criar o Filho de Deus, que veio fazer experiência humana, aqui na Terra, a fim de mostrar como é a vida e a convivência lá no outro mundo.

O Dia das Mães é festejado em quase todos os lares. É dia de festa, de alegria, de reconhecimento, de amor, de perdão e paparicação… Mais do que presente, é dia do beijo e do abraço mais carinhoso. Afinal, ela é a pessoa que nunca tira os olhos da bondade e dos cuidados permanentes, projetados sobre cada um de seus filhos.

No Dia das Mães, de tantos presentes, parabéns e abraços, de tantos sorrisos e de tantas lembranças maravilhosas, a realidade nua e crua infelizmente nos leva a sermos solidários com as mães que, estupidamente, perdem seus filhos nas guerras imbecis e brutais, inexplicáveis e injustificáveis sob todos os aspectos. Quanta dor!… Quanta injustiça para com o coração de uma mãe!… Faz lembrar as dores de Nossa Senhora que também perdeu seu filho para uma sociedade cética, injusta e inescrupulosa, simplesmente porque contrariava os interesses escusos dos poderosos.

Às mães, apenas uma prece e um pedido: Ó Deus Pai, Todo-Poderoso, cuida de todas as mães, não só das que ainda cumprem o seu papel neste mundo como também das que já foram morar no Paraíso!… Cuida das mães que têm o coração dilacerado pela guerra!… Cuida também das mães, inclusive da minha mãe, lá no Céu!…

E que todas as mães deste mundo tenham nesta vida a glória que merecem e, na outra dimensão de cunho espiritual, a recompensa da eternidade santa, na plenitude da paz duradoura, no Céu!

Parabéns, MAMÃES!…

Elson Oliveira
Elson Gonçalves de Oliveira foi professor de Língua Portuguesa, é advogado militante e escritor, com vários livros publicados.
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