Eleição em Goiânia tem muita especulação e pouca negociação

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Especulação, fofoca, negociação. Há de tudo neste momento em Goiânia, que tem muitos e tem nenhum candidato a prefeito ainda. De certa forma, normal. Indefinição faz parte do jogo e o jogo está sendo jogado. Por outro lado, espanta a instabilidade mesmo de quem já se olha desfilando para a convenção, no final de julho e início de agosto.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) é a mais nova certeza nas especulações. Não só será candidato como vai ganhar, porque o bolsonarismo domina Goiânia. Palavras dos senhores bolsominions, mas também de inúmeros adversários. Pura sopa de medo.

Gayer se apresentou como candidato, mas as condições de jogo não estão postas. Anda próximo do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que quer o PL e o apoio de Bolsonaro para presidente em 2026? Anda, mas isso quer dizer nada, por ora. E nem consta que Gayer, por ser produto bolsonarista, precisa ter também o apoio de Caiado para ser ou não ser o candidato que será.

Caiado é um que estimula Jânio Darrot (MDB?) ao que parece disposto a realmente bancá-lo, mas acena para vários outros lados. O governador atira a esmo enquanto corre atrás do sonho da presidência. Deixa sonhar até o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) com seu apoio.

Rogério, que tem aprovação baixa, sonha com a reeleição e com o apoio de Caiado. Dois sonhadores e nenhuma realidade palpável sob seus pés. Enquanto isso, Adriana Accorsi (PT) e Vanderlan Cardoso (PSD) alimentam, nos bastidores, uma especulação das mais barulhentas, se confirmada: vão jogar juntos.

Vanderlan desistiria, Adriana comemoraria e, ambos lucrariam. Vanderlan pode ganhar um ministério no governo Lula, apoio para a eleição de sua esposa, Izaura Cardoso, na disputa pela prefeitura de Senador Canedo. Um bem bolado político de resultados amplos.

Vanderlan negou ao DG que esteja indo para ministério. E tem mais com que se preocupar agora: o repentino anúncio de Lucas Kitão como pré-candidato também a prefeito de Goiânia pelo PSD. Nas leituras de bastidores, uma candidatura providencial para fustigar Vanderlan, com estímulo do ex-presidente do Partido, Vilmar Rocha, e agrado do governador.

E o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (UB), abandonou ou não a pré-candidatura a prefeito? Esta semana, pelo menos, o gesto foi de quem está, sim, fora: recebeu com honras Jânio Darrot na Alego e declarou apoio a ele. Ele está hoje em igual nível de especulação do senador Wilder Morais: é e não é, pode ser, quem sabe…

Só fofoca e especulação. Negociação? Zero. Ou quase.

*Texto publicado pela Tribuna do Planalto

Vassil Oliveira
Jornalista. Escritor. Consultor político e de comunicação. Foi diretor de Redação na Tribuna do Planalto, editor de política em O Popular, apresentador e comentarista na Rádio Sagres 730 e presidente da agência Brasil Central (ABC), do governo de Goiás. Comandou a Comunicação Pública de Goiânia (GO) e de Campo Grande (MS).
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